O Café História O café em sua marcha
O café em sua marcha


"O café na sua "marcha", ou no seu "roteiro", cansaria terras, abandonaria regiões, mataria cidades. Faria conjugar verbos no passado, como lembrou Monteiro Lobato em suas crônicas as "cidades mortas", as cidades que viviam do café e que morreram quando ele, na sua trajetória, procurou outras regiões. Mas, por outro lado, povoaria regiões novas, abriria zonas pioneiras, plantaria um rol de cidades vivas, que durante muito tempo vão viver do café, e as quais, quando ele as abandonou, sempre na sua itinerância, procurarão outros embasamentos econômicos e às vezes de tal maneira que, visitando-as hoje, nem nos lembramos de que ali, um dia existiu café".

                                            Odilon Nogueira de Matos,
                                     no livro Cafés e Ferrovias, 1990