O Café História Linha do Tempo - Brasil
Linha do Tempo - Brasil
Ano de 1500 - O processo de difusão do café na Arábia deve-se principalmente ao Xeique Dhabhani e Maomé. O primeiro, através das suas viagens pela costa africana por volta de 1500, identificou as diversas utilizações que os nativos davam à planta, principalmente como medicamento. Já para o pai do islamismo, que era considerado um revitalizador, o café, dada a sua origem mítica, passou a ser usado como amuleto, a ponto de que nenhum viajante ficasse sem algumas folhas da planta, especialmente no período do Ramadã e das peregrinações a Meca.

Ano de 1511 - Xeique Bey, prefeito de Meca, realizou a primeira proibição do consumo de café aos seguidores do Corão. Essa proibição durou 150 anos, sendo que neste período, o café sofreu fortes perseguições. A mais violenta foi a do Sultão Murad III (1574-1595), que a considerou "bebida do diabo".

Ano de 1554 - A bebida passa a ser conhecida e comercializada em Constantinopla, onde é aberto o primeiro café público. Ainda no século XVI, diversos cafés públicos são abertos na cidade do Cairo, tornando-se ponto de reunião de sábios e intelectuais.

Ano de 1624 - Seguindo o ritmo do mercantilismo, o café foi introduzido na Europa, via Constantinopla. A cidade de Veneza tem o registro dos primeiros consumos.

Ano de 1645 - Foi aberto o primeiro café público de Veneza, que passou a ser o pivô de discussões acirradas, sendo que os principais opositores do seu consumo requereram, inclusive, a intervenção eclesiástica. O Papa Clemente III solicitou experimentar a bebida antes de dar seu veredicto. Depois de prová-la e seduzido por ela, exclamou: "Por Deus, esta bebida de Satanás é tão deliciosa que seria uma lástima deixá-la para o uso exclusivo dos hereges. Vamos burlar o diabo, batizando-a".

Ano de 1651 - O café chega a Inglaterra, com a abertura do primeiro café público. Em apenas 50 anos, Londres já contava com mais de 300 cafeterias. O fervilhão de idéias que se dava nos cafés serviu de mote para que os produtores de cerveja e aguardente obtivessem do Rei Carlos III um decreto proibindo o consumo do café na Inglaterra.

Ano de 1659 - Pelo porto da cidade de Marselha, o café encontrou seu maior aliado e divulgador. Os franceses foram extremamente receptivos à bebida, gerando rapidamente a instalação dos cafés. Na França, o primeiro foi aberto em 1672, por um armênio de nome Pascal. O mais famoso deles chamava-se Café Procope, inaugurado em Paris em 1689. Graças as suas virtudes, o café passou a ser cultuado principalmente pelos poetas e intelectuais da época.

Ano de 1706 - A Holanda, através do Jardim Botânico de Amsterdã, passou a cultivar café como importante atração.

Ano de 1714 - Luiz XIV, rei da França, recebe mudas do burgomestre de Amsterdã, para serem incorporadas à coleção do Jardim de Plantas de Paris. Acredita-se que estas plantas deram origem aos cultivos das colônias francesas e espanholas.

Ano de 1727 - A origem das lavouras brasileiras foi trazida da Ilha de Java em 1714 pelos holandeses para o atual Suriname. O café demorou para chegar ao Brasil, em razão do velho costume que vinha desde a época dos turcos: não vender café em coco para não ser plantado. Somente em 1727 o sargento-mor Francisco de Mello Palheta, por ordem do governador do estado do Pará, trouxe as sementes da Guiana Francesa. As lavouras iniciaram-se no Pará, descendo pelos estados litorâneos do Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia até chegar ao Rio de Janeiro onde encontrou condições para a sua expansão, principalmente na região sudeste.

Ano de 1808 - Chega ao Brasil o príncipe regente português, que fugia das tropas napoleônicas. Nessa época, importantes decretos são assinados garantindo a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, decretando o fim do monopólio colonial português.

Ano de 1821 – Foi feita a primeira exportação de café do Brasil, 13 sacas.

Ano de 1822 - É proclamada a independência política do Brasil. A Inglaterra exige do governo brasileiro que interditasse o tráfego de escravos. Um acordo foi assinado estipulando a data para essa interdição em 1830. O acordo não foi cumprido.
 
Anos de 1822/1831 - Período do primeiro reinado.
 
Ano de 1831 - Abdicação de Dom Pedro I.

Anos de 1831/1840 – Regências.

Anos de 1840/1889 – Segundo Reinado.

Ano de 1836 - É editada a primeira regulamentação sobre qualificação de café no Brasil - Lei N◦ 33 de 06 de março de 1836.

Ano de 1845 - Bill Aberdeen - lei inglesa proibindo o livre trânsito de escravos em todos os mares.

Ano de 1850 - A força de trabalho necessária à rápida expansão das plantações de café era uma das preocupações fundamentais dos fazendeiros. Iniciam-se, assim, as primeiras imigrações. Em 04 de Setembro de 1850, foi aprovada a Lei Eusébio de Queiroz, acabando definitivamente com o tráfico negreiro intercontinental.
 
Ano de 1854 - Inauguração da primeira ferrovia brasileira (30/04//1854), ligando a praia da Estrela, Rio de Janeiro, a localidade de Fragoso, próxima à raiz da Serra de Petrópolis. Teve como seu principal investidor Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá.

Ano de 1858 - A São Paulo Railways Co.Ltd. foi organizada na Inglaterra, construída com capital, tecnologia e técnicos ingleses. Ela foi encarregada de construir a estrada de ferro ligando o planalto de São Paulo (Jundiaí) ao Porto de Santos (linha dupla). Esta mesma linha chega à Campinas em 1872, pelas mãos dos cafeicultores, uma vez que os ingleses desistiram de prolongá-la. Os trabalhos começaram em 1860, e, em 1867, a linha principal (Santos/São Paulo) estava em operação. Outras companhias construíram estradas de ferro para que servissem desde São Paulo até todo o planalto. Dentre elas destacaram-se a Paulista (inaugurada em1872), Sorocabana (início da construção em 1905) e a Mogiana, (inaugurada em 1875). A "Inglesa" permaneceu por mais de 80 anos monopolizando o transporte ferroviário para a faixa marítima.
 
Ano de 1859 - A primeira estrada de ferro do café foi a Sociedade de Estradas de Ferro Pedro II, organizada pelo Governo do Império. Progressivamente, ela foi buscar café em todo o Vale do Paraíba e estendeu-se até o norte de São Paulo e o sudeste de Minas Gerais. De 1854, quando se iniciaram as construções das estradas de ferro no Brasil, até 1929, haviam sido construídos 32.000,3 km de estradas, dos quais 18.326,1 estavam nas regiões cafeeiras dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O café exportado e escoado pelo Porto de Santos tinha como destino Hamburgo, Havre, Lisboa, Gênova, Londres, Barcelona, Antuérpia, Montevidéu, Nova Iorque, entre outros. A cidade de Santos, sede do Porto e da Bolsa do Café, assiste à multiplicação das Casas Comissárias que, responsáveis pela comercialização do produto, administram grande volume de capital por meio da criação de bancos. Os comissários, que eram comerciantes portugueses e brasileiros ou grandes fazendeiros, cobravam comissões pela venda, pelo armazenamento e juros pelo financiamento da plantação.

Ano de 1870 - O governo da Província de São Paulo assume todas as despesas relativas à imigração: pagamento de viagem dos trabalhadores e de suas famílias, criação de um organismo encarregado de dirigir a imigração, através de agências em vários países da Europa, sobretudo na Itália. Entre 1887 e 1897, 1.300.000 imigrantes chegaram ao Brasil. Destes, 909.417 eram italianos que foram para São Paulo. Mais ou menos 1.000.000 de escravos entraram no Brasil na metade do século XIX.
 
Ano de 1871 - Intensificação da campanha abolicionista e a Lei do Ventre Livre, em 27 de maio de 1871. Inicia-se a crise de mão de obra com a possibilidade da extinção do sistema escravista. O Governo Imperial fundou a Associação Auxiliadora de Colonização e pela Lei de 1885 estabeleceu serviços de propaganda na Europa e subsídios às passagens.

Ano de 1872 - Foi fundada, por empresários ingleses, a The San Paulo Gas Co. Ltd., responsável pela iluminação de lampiões de gás da cidade. Na "Casa de Retortas" no bairro do Brás, se produzia o gás canalizado que era obtido do carvão mineral importado.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 23 de Outubro de 1872, fixou em 60 quilos a saca de café. A primeira tabela expressa em algarismo para classificação dos cafés brasileiros foi instituída pela Bolsa de Nova Iorque, inicialmente com 09/10 tipos.

Ano de 1874 - Lançamento do cabo submarino de telégrafo entre o Brasil e a Europa. As comunicações se desenvolvem e agilizam os negócios. Progressos técnicos como o aprimoramento dos navios (hélices e cascos de aço) incrementam as exportações de café.

Ano de 1877 - Extensão da Ferrovia D. Pedro II, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo.
 
Ano de 1880 - Tem início a imigração massiva dos italianos.

Ano de 1882 - Foi criada a Hospedaria no Bairro Bom Retiro. Pequena e com graves problemas de epidemias, o local mostrava-se inadequado para a recepção dos imigrantes europeus. Surge o problema da superprodução. A produção mundial de café ultrapassa o consumo.

Ano de 1886 - Foi criada a Sociedade Promotora da Imigração por iniciativa de Antônio de Queiroz Telles, Conde de Parnaíba, que além de grande fazendeiro, exercia na época a presidência da província de São Paulo. Em 17 de Maio de 1886 foi escolhido o terreno de José Gregório Rodrigues, no Brás, e ordenada a sua compra. Inicia-se a construção da HOSPEDARIA DE IMIGRANTES, concluída em 1888.

Ano de 1887 - Inauguração da Hospedaria de Imigrantes, no Bairro do Brás. A maior parte dos imigrantes chegava a São Paulo pelo porto de Santos. Os trens da São Paulo Railway subiam a Serra, desembarcando na estação ferroviária da própria hospedaria. Ali, eram alojados em amplos dormitórios, faziam as refeições diárias e recebiam a assistência médica necessária. Ali também celebravam seus primeiros contratos de trabalho. Contratados, faziam nova viagem de trem, com destino às mais diversas regiões do estado. 

Com o cotidiano dos imigrantes, não havia tempo nem espaço para lazer aos colonos nas fazendas de café. Tinham uma vida difícil, precária e com muito trabalho. Apesar da existência das ferrovias, o acesso às estações de trem e aos centros urbanos era complicado devido à precariedade e ao alto custo dos meios de transporte da época - carro de boi, carroça, charrete e mulas eram posses de quem tinha muito dinheiro. Diante dessa situação, os colonos ficavam isolados nas fazendas onde viviam sob as ordens do cafeicultor. Denúncias de abuso de poder, espancamentos, estupros e assassinatos eram comuns. Não havia escolas para as crianças nem assistência religiosa. Tudo isto culminou na proibição da imigração para o Brasil.

Ano de 1888 - A escravidão no Brasil é totalmente proibida através da Lei da Abolição da Escravatura - Lei Áurea. Na sua itinerância, o café abandonou as velhas terras do Vale do Paraíba, tão importante outrora, e não chegou a beneficiar-se do trabalho livre. Instalações, capitais imobilizados em casas, engenhos, benefícios de toda ordem; terras e escravaria hipotecadas aos estabelecimentos de créditos. Este é o panorama válido para o norte de São Paulo, mais ainda para a província fluminense, cuja lavoura totalmente despreparada não soube, ou não pode evitar o colapso da abolição. As grandes fazendas de Vassouras, centro da legítima aristocracia do café, perde toda a sua importância.

Anos de 1880/1890: O surgimento da eletricidade incrementou a indústria em São Paulo e no Brasil. Embora a iluminação elétrica existisse nas cidades de Campos (1887), Juiz de Fora e Curitiba (1889), o desenvolvimento da indústria da eletricidade ocorre a partir de 1889, com a vinda da empresa canadense - a Light - para São Paulo. Esta empresa passa a ser responsável pelo transporte urbano movido a tração elétrica (até então movida à tração animal - bondes puxados a burros, carroças, carros de praça, carros particulares, charretes e carros de boi), pela produção e distribuição de eletricidade para iluminação pública, doméstica e de uso industrial. O estado de São Paulo salta de 94 indústrias, em 1889 para 1867 fábricas no ano de 1919.

Ocorre o primeiro surto industrial do Brasil, concentrado no Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1885 registra-se em São Paulo 13 fábricas têxteis, 03 fábricas de chapéus e no estado 07 metalúrgicas. Em 1889, conta-se no Brasil 636 empresas industriais onde trabalham 54 mil operários.

Ainda em 1889, os cafeicultores do "Novo Oeste" (região de Campinas/Mogiana) aceitaram o movimento abolicionista, introduzindo a mão de obra livre estrangeira, construíram ferrovias e integraram-se ao Partido Republicano. Mas desejaram, também, mudanças na política brasileira. Por isso, com o apoio do Exército e das camadas médias urbanas, esses fazendeiros derrubaram a Monarquia e instituíram a República. A partir desta data, os cafeicultores comandaram a política brasileira por várias décadas. Quando da Proclamação da República, todos os estrangeiros são considerados brasileiros se aqui residentes a 15 de novembro e os que tiverem residência no país por 2 anos.

Ano de 1893
- Com a crise de nos Estados Unidos, principal consumidor brasileiro, os preços do café no mercado mundial caem rapidamente. A cotação média anual para o saco de 60 quilos passa em 1893 de £4,09 para £1,48 em 1899. A produção mundial era de 10.415.000 de sacas, a produção brasileira representava 53,5%.

A partir de 1900 - Começam a surgir novos setores sociais, tais como: operários, classe média, empresários. Afinal o que significa a expressão "classe média"? Essa pode ser definida como "população civil urbana, que trabalha por conta própria ou recebe salários por trabalho não-manual" (Fausto, Boris, Revolução de 1930, p.54). Essa passou a ser a nova camada urbana, cujas cidades passaram a ser também habitadas por escravos libertos e seus descendentes, pelos imigrantes e pequenos proprietários de terra falidos do Vale do Paraíba, que não conseguiram concorrer com os inovadores fazendeiros do oeste paulista. São Paulo sai de uma população de 417.149 habitantes em 1854 para 4.592.188 no ano de 1920.

Ano de 1901 - A crise cafeeira provocou um êxodo rural. Os imigrantes abandonaram os cafezais, mudando-se para as cidades, levando, principalmente para São Paulo, uma mão de obra relativamente qualificada, vindo a fortalecer o mercado de trabalho, fornecendo mão de obra às indústrias.

Anos de 1901/1902
- A superprodução prevaleceu no Brasil, a colheita de 1901/1902 atingiu a cifra recorde de 16.270.678 sacas, representado 82% da produção mundial.

Ano de 1906 - A burguesia cafeeira, reunida em Taubaté, cidade do estado de São Paulo, definiu os novos fundamentos da política de defesa do café, assim resumidos por Celso Furtado:
• Compra dos excedentes pelo governo para restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda.
• Financiamento dessas compras por empréstimos de bancos estrangeiros;
• Pagamento dos serviços desses empréstimos através de um novo imposto (fixado em ouro) sobre as exportações de café.
• Adoção de medidas destinadas a desencorajar a expansão das plantações. Com esta política adotada pelo governo do estado de São Paulo, possível graças à autonomia concedida aos estados pela constituição de 1889, que autorizava entre outras coisas, fixar e recolher impostos sobre exportações e a contrair empréstimos no estrangeiro, os financiamentos foram conseguidos junto à outros bancos que se aproveitaram da ocasião para encontrar um lugar num país até então cliente exclusivo da casa Rothschild, que por sua vez acreditava que, com a adoção deste empréstimos, o governo brasileiro, não estaria mais em condições de cumprir as obrigações assumidas em 1898 através do (funding-loan) concedido por este mesmo Lord Rothchild.

Ano de 1930 - O governo brasileiro, através do Decreto Lei N◦ 19.318, proíbe o comércio, transporte a exportação de café inferior ao tipo 08. As tabelas atuais de equivalência dos defeitos e classificação por tipo foram reconhecidas pelo Decreto Lei 18796 de 11/05/29 e revogados posteriormente. Como fato relevante neste período, ocorreu o "crash" da Bolsa de Nova Iorque com falência generalizada das empresas brasileiras.

Ano de 1952 - Foi criado, pela Lei 1779, o IBC - Instituto Brasileiro do Café, responsável por definir a política cafeeira do Brasil no exterior, sendo de sua competência exclusiva a padronização, a classificação, fiscalização, exames e análises do café.

Ano de 1957 - Desde 1957, o governo federal havia assumido o controle e unificado a administração da Estrada de Ferro Santos Jundiaí, e da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que, incorporadas as demais ferrovias da União, assumiram a denominação de Rede Ferroviária Federal S/A.

Ano de 1970 - Neste período, o Governo do Estado de São Paulo já tinha o controle da Mogiana, Sorocabana, Estrada de Ferro Araraquara, Sorocabana, da Paulista e da São Paulo-Minas. A fim de racionalizar e imprimir maior eficiência a administração ferroviária em São Paulo, promove a fusão daquelas cinco companhias sob a denominação de FEPASA - Ferrovias Paulistas S/A.

Ano de 1986 - Criação do Funcafé - Fundo de Defesa da Economia Cafeeira pelo Decreto Lei N◦ 2.295, de 21 de dezembro de 1986. Tem como objetivo, fomentar a cafeicultura por meio de linha de financiamento para tratos culturais, colheita, comercialização e estocagem. A liberação dos recursos está atrelada ao orçamento da união. O Conselho Deliberativo da Política Cafeeira - CDPC, formado por membros do governo e iniciativa privada, reúnem-se mensalmente para discutir a cafeicultura.

Ano de 1989 - Governo Collor extingue o IBC.

Ano de 1990 - FEPASA é incorporada ao patrimônio da UNIÃO, passando a compor a Malha Paulista da Rede Ferroviária Federal.

Ano de 1996 - Tem início, no sentido contrário das estatizações, as privatizações. Em São Paulo, as ferrovias da FEPASA passaram à FERROBAN, a Noroeste para a Ferrovia Novo Oeste, a Santos Jundiaí e a Central do Brasil para a MRS Logística S.A.

Nota

“Desta história toda, podemos inferir que a política brasileira de exportação do café, até o fechamento do IBC, sempre esteve voltada para o café verde. Em todos meus estudos, não pude detectar qualquer política governamental, seja do império, dos republicanos - da velha ou da nova - ou do atual governo, de estímulo à exportação do café industrializado. Só mais recentemente, por iniciativa das empresas privadas genuinamente brasileiras, percebe-se um movimento neste sentido, com a entrada recente da APEX. Mesmo assim, nossas exportações nesta área são incipientes, haja visto que, segundo notícias do Jornal a Folha de São Paulo (caderno dinheiro B2 -21/07/06), a meta é exportar US$ 43 milhões”. 

                                                 Marco Antonio Togni